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Livro “Jaguareté: O Encontro” está disponível para venda

Desde seu lançamento, jogo desenvolvido pelo museu tem sido utilizado por educadores no Brasil todo para melhor compreensão do universo indígena.

A edição inclui Escudo do Mestre, Mapa e um Dado de dez faces. Foto: Douglas Fróis/Acervo MAE-UFPR

Atendendo a pedidos de seu público, o Museu de Arqueologia e Etnologia da UFPR (MAE-UFPR) e a Editora UFPR oferecem para venda a primeira reimpressão do livro de RPG “Jaguareté: O Encontro”. A edição inclui Escudo do Mestre, Mapa e um Dado de dez faces. O kit pode ser adquirido pelo website da Editora e na livraria da Editora UFPR em Curitiba (Rua Dr. Faivre, 405, Edifício D. Pedro II, térreo)​ com 20% de desconto para alunos da UFPR e professores das redes privadas e públicas de ensino. O livro também está disponível no MAE ​em Paranaguá (Rua XV de Novembro, 575 – Centro histórico) com 20% de desconto para visitas a partir de 23 de janeiro de 2018, enquanto durarem os estoques.

O “Jaguareté: O Encontro”, é um RPG (“Role Playing Game”, traduzido como “Jogo de Interpretação de Personagens”) ambientado no período do primeiro contato entre os europeus e os povos nativos ocupantes do território que viria a ser chamado de Brasil. Diferente de outros RPGs que já abordaram o assunto, o material produzido pelo Museu inova por focar a visão de mundo das etnias indígenas que aqui viviam e pelo rigor acadêmico do conteúdo.

A elaboração deste produto de entretenimento educativo constituiu uma das ações educativas desenvolvidas durante os últimos anos pelo MAE-UFPR. A construção do cenário e dos personagens exigiu um amplo trabalho de pesquisa com fontes etno-históricas e etnográficas para a recriação, tão aproximadas quanto possível, das cosmologias e práticas sociais dos diversos grupos étnicos presentes no Brasil Colonial. Assim, animais, seres míticos, corporalidades, faces, vestimentas, armas, habitações, enfeites, práticas curativas, encantamentos, remédios e venenos foram cuidadosamente pensados, desenhados e narrados em suas relações cotidianas neste livro. Segundo o Me. Fábio Marcolino, idealizador e produtor cultural do projeto, o RPG é uma ferramenta pedagógica interessante para a imersão em uma cultura diferente da nossa, pois possibilita enxergar o mundo com outros olhos. O jogo foi desenvolvido por alunos bolsistas de graduação das áreas de ciências sociais, história, design e artes visuais participantes de projetos de extensão universitária do MAE orientados pela então chefe da Unidade de Etnologia do MAE-UFPR e professora do Departamento de Antropologia da UFPR (DEAN-UFPR) Dr.ª Laura Pérez Gil (atual diretora do MAE) e pela historiadora do MAE-UFPR, Dr.ª Bruna Marina Portela. “Apesar de esse encontro [entre europeus e indígenas no século XVI, onde está ambientado o jogo] ser um encontro interétnico, nós tentamos dar uma ênfase à perspectiva indígena. Como estes indígenas estão no mundo? Como se relacionam com os outros? Como é o ambiente no qual eles vivem? Nós tentamos trazer um pouco desta perspectiva que geralmente não está presente na escola.” disse a professora Laura Pérez Gil, durante o lançamento do Jaguareté em 2014.

O livro produzido pelo museu teve sua primeira tiragem de 2.000 exemplares distribuída gratuitamente para escolas de Curitiba e Região Metropolitana e universidades de todo o país. Para consultar e emprestar esta primeira versão impressa, é possível visualizar neste mapa que mostra todos endereços de bibliotecas em que as publicações do MAE foram enviadas. Além disso, é possível baixar e ler online gratuitamente o Jaguareté: O Encontro pelo Issuu e também baixar gratuitamente o Livro do Professor, suplemento do Jaguareté que guia seu uso em sala de aula.

Mesas de Jaguareté em Curitiba, Paranaguá e em todo o Brasil

O jogo tem sido utilizado tanto em sala de aula quanto em eventos externos voltados não só para a educação, mas também para entretenimento. O próprio Museu de Arqueologia e Etnologia já ofereceu mesas de jogo em sua Sala Didática Expositiva no subsolo do Prédio Histórico da UFPR na Praça Santos Andrade, organizada como atividade extensionista. A oficina do jogo já foi aplicada para professores do ensino médio de Paranaguá e Antonina, o último ligado à programação do Festival de Inverno da UFPR, bem como na última edição do Festival em que uma mesa de RPG na modalidade Live Action aconteceu na sede expositiva do MAE em Paranaguá.

Mesa de Jaguareté com a aventura “Encontro nas Araucárias” – Jogo educativo no formato Live Action Role Playing (LARP) na Sede do MAE em Paranaguá, mediada pelo arqueólogo do museu Sady Carmo Jr. Foto: Douglas Fróis/Acervo MAE-UFPR

Uma das primeiras experiências do uso do Jaguareté em sala de aula aconteceu com Kelly Esteves, formanda em Ciências Sociais pela UFPR. Em uma atividade ligada ao PET-PIBID (PET – Programa de Educação Tutorial, PIBID – Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência), Kelly aplicou o jogo para alunos do 2.º ano no Colégio Estadual Paulo Leminski, em Curitiba. Inclusive, de acordo com ela, em entrevista à Gazeta do Povo, um aluno, que já mestrava RPG, “devorou o material, queria um para ele”.

Primeiras mesas do Jaguareté no Rio de Janeiro (acima, Foto: Acervo Pessoal Jorge Valpaços) mediada pelo prof. Jorge dos Santos Valpaços, em Curitiba no Colóquio de Antropologia da UFPR (abaixo) e oficina com professores da rede pública de ensino em Paranaguá (à direita, fotos: Douglas Fróis/Acervo MAE-UFPR), mediadas pelo produtor cultural Fábio Marcolino.

O jogo teve também participação nas edições do evento RPG Urbano no Rio de Janeiro e em Curitiba. Na capital carioca, o jogo foi utilizado já em pelo menos duas edições do evento, com mesas organizadas pelo professor do ensino médio Jorge dos Santos Valpaços, que tem usado periodicamente o Jaguareté também em sala de aula. Na edição curitibana do evento, uma mesa do Jaguareté aconteceu na Manticura Game Store. No ano passado, em parceria com o JOGARTA, uma mesa do jogo foi ofertada também no WRPG Fest, um evento internacional de jogos do tipo, considerado o maior evento de RPG do sul do país.

O projeto JOGARTA, coordenado pelo mestre em história Prof. Mateus Henrique Buffone, tem sido um dos principais parceiros do MAE levando, junto com o Jaguareté: O Encontro, mesas de jogo em eventos mensais desde sua primeira edição, que aconteceu na Biblioteca Pública do Paraná em agosto de 2016. Acontecendo em diversos espaços, como escolas, lojas de RPG e na própria UFPR, o JOGARTA tem como objetivo levar ao público em geral atividades que envolvam o uso de jogos de RPG, carta e tabuleiro para incentivar a socialização, o raciocínio, a tomada de decisões e a resolução de problemas através de jogos não digitais. Neste projeto, os mediadores apresentam mesas de jogos com temáticas seguras e sensíveis tendo em vista o público participante, seguindo a classificação indicativa da idade mínima anunciada nas mesas. O próprio nascimento do JOGARTA tem origens em comum com a história de criação do Jaguareté. De acordo com o coordenador e idealizador do projeto Mateus Buffone, foi em em meados de 2013 que o JOGARTA começou a ganhar contornos, quando colaborou com o MAE-UFPR no desenvolvimento do RPG Jaguareté.

Mesa do Jaguareté: O Encontro presente no 7º JOGARTA, mediada pela bolsista do MAE Mayra Levandoski. Foto: Douglas Fróis/Acervo MAE-UFPR

O professor Rafael Carneiro Vasques trouxe o Jaguareté também a uma Simulação da ONU no colégio particular ETAPA em São Paulo-SP, e declarou que a experiência “foi uma jornada que me ensinou muito sobre a questão indígena e como ela deve ser tratada com maior importância e principalmente sobre a cooperação em prol de algo maior”. Após o evento o professor informou que pretende ainda realizar sessões mensais do Jaguareté: O Encontro com seus alunos.


Uma das mesas do RPG Jaguareté: O Encontro na Simulação da ONU com alunos do ensino médio.
Foto: Acervo pessoal Rafael Vasques

Oficinas do jogo foram ministradas também em 2015 na VII Semana de Antropologia Desafios da Alteridade da Universidade Federal do Paraná e I Seminário de Etnologia e Museus no II Colóquio de Antropologia da Universidade Federal do Mato Grosso. Apresentado no I Colóquio de Jogos de Tabuleiro e RPG do setor de Design da UFPR, o jogo já foi encaminhado para professores com interesse no livro como objeto de pesquisa, como é o caso do Professor Gilson Rocha, pesquisador da Universidade Federal do Pará. Em junho de 2016, duas mesas simultâneas aconteceram em uma oficina prática voltada ao uso em sala de aula na SEPE-UFPR (Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão da Universidade Federal do Paraná), organizada pelo Setor de Educação. Além de outros professores que procuraram o MAE para aplicação em escolas, o Museu também chegou a encaminhar exemplares do livro para o CIMI-MT, Conselho Indigenista Missionário, Regional de Mato Grosso, que trabalha em defesa dos direitos e das culturas indígenas.

Serviço:

“Jaguareté: O Encontro” disponível para venda
Valor: R$ 100,00
Como Adquirir:
– Pelo website, clicando aqui.
– Na livraria da Editora UFPR em Curitiba (Rua Dr. Faivre, 405, Edifício D. Pedro II, térreo)​ com 20% de desconto para alunos da UFPR e professores das redes privadas e públicas de ensino.
– No MAE ​em Paranaguá (Rua XV de Novembro, 575 – Centro histórico) com 20% de desconto para visitas a partir de 23 de janeiro de 2018, enquanto durarem os estoques.

Além da leitura pelo ISSUU, é possível baixar tanto o PDF do livro “Jaguareté: O Encontro” quanto o seu suplemento “Livro do Professor” pelo site da editora nas descrições dos catálogos dos livros.

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